sexta-feira, 16 de março de 2012

Ponte

E então eu vi. Era sim. Você ali. Aqui.
Quem é você? Quem sou eu?
O que aconteceu? O tempo aconteceu, uma enxurrada lenta e contínua.
O que somos?
Eu me tornei uma pessoa estranha. E você se tornou uma pessoa comum.

Teu desenho na parede


Você era pura arte, entre teus desenhos e teus traços. Linda, fugidia, minha. Nossos corpos tão perfeitos, belos e ágeis. No sumir sem como e retornar sem por onde e nunca desaparecer. A parede, a mesa, o chão, tão novas, únicas e sem dono e, no entanto, tão entregues. Nos queríamos, incrivelmente na mesma intensidade. Você era surpreendente.

Um acaso, que houve de contracorrente à liberdade, você teve que ir. Pensava em nada mais, chamava. Ainda nos veríamos. Nunca mais. Nunca te esqueci.

domingo, 11 de março de 2012

Estou agora pedindo perdão. Perdão por tudo que não fiz, perdão por tudo que nunca vou fazer. Perdão pela minha fraqueza e por todas as frustrações que te ponho pra carregar. Perdão pelo frio. Perdão por todo o tempo perdido e por tanto que te ignoro. Perdão por nunca dizer que te amo, por nunca te amar. Perdão pelo teu passado, perdão pelo teu futuro, pelo teu presente. Peço agora perdão pra mim mesma.

quinta-feira, 8 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

Monster

hate
death
hate
death

...punch!

It's a game. At the hate you jump, and when I death you hit your legs with the hands. If you fail you become the devil. And at the punch you protect. If I touch your chest, you become the devil too.