Mostrando postagens com marcador Valsas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Valsas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

The wicked man is old
He fears without realising
A bold, shocking movement rises
The wicked man runs

The buzzing in his ears
He just needs to go
The deaf pounding of a drum
His lighter thought is a stone

He is on a chase
And his heart is the faster
Not knowing a path
Yet not stopping, all haste

The wicked man is mad
Does not rest, sore his feet
For a fire burns his neverhaves
The wicked man has the Death by his heels

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015



Na ânsia de saber a vida,
me banho em café e fumo meus dedos,
até ver o beco sem saída
no labirinto eterno de certezas e medos.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Deepland



In the realm of sound 
Through the hallow bricks road 
At night 

We shall reach 
The king tree of heartbeat 
And sigh 

Count to three 
Take a deep breath of the stars 
Do jump 

When everything you hear is extasy the existence and rest cease to be. 
Just the hear. Hear. Heart. Beat. 


*** 


No reino dos sons 
Pela estrada de tijolos sagrados 
À noite 

Devemos alcançar
A batida no coração da árvore rainha 
E inspirar

Conte até três
Tome fôlego nas estrelas 
E pule 

Quando tudo que se ouvir for êxtase a existência e seu resto deixam de ser. 
Só teu peito. Corta. Som. Coração.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Anthologie de toujours

Por este amargor fugaz,
entremeando desejos,
extinguindo beijos,
o futuro não deixa paz.

Pela falta de mim,
ou por mim que quero,
por ti que não espero,
e nunca te dou fim.

Pelo peito que silencio,
pelo coração que vendo,
o sorriso que remendo,
no ouvido o arrepio.

Por um antes de outra vida,
e pelo amor de agora,
fique sempre e vá embora
minha solidão querida.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Este arreganhar de dentes
Incontestável
Secreto e ofuscante
Rasgando a suavidade do destempero
Irônico em meu rosto
Cortando meus lábios secos
Mostra uma face indecorosa
De minha sanidade

sábado, 6 de dezembro de 2014

Forgetfulness

My inner monster tells me I'm alive
My blood boils trhough my skin
Shouting, screaming, quietly
The ice castle around me tremble, silent
My throat burns, hurts
It contains the sand of a thousand deserts
With cold hands and warm chest
Hold the despair inside
The craving, haunting
Gutters my mouth
In the silence a color whispers
A voice of soft snake
Calls the darkness crowd
Of my sealed lips
Century and second
Side by side, holding hands
For the sacred spirit of oblivion

terça-feira, 26 de março de 2013

Um traço tremido passa em mim.
Trêmulo, difuso, rói frio o liso cetim.
Desfaz fibra por fibra o já desfeito.
Teme, angustia, desfia imperfeito.

Se enrolando em fios de fraco carmim.

Tem uma traça no meu peito.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Novo Silêncio

Me movo de pés descalços na pedra crua fria que atravessa o rio faminto de quem soturno me quer matar

De traços finos e olhos vazios no meio do nada da noite acerto em cheio a sombra da sina distinta do medo

Se de passo em passo em lento cortejo me apego na alma de odor nauseado a espera infértil e débil do novo silêncio

A esquina transforma em silvo e fumaça na sombra silente que passa nas veias e espero ao menos agora que possa morrer

domingo, 13 de janeiro de 2013

Marina e o violão


Diz, só um pouco, que teu dia foi melhor
Diz que está com saudade, que vai me fazer um carinho
Vem cá, vamos dividir um sorriso e um cobertor
Fala comigo. Sem ti meu ombro é tão sozinho

O que eu posso dizer, se estou triste?
Fala comigo mesmo assim
Me oferece teu tempo e resiste,
Que teu jeito é remédio pra mim

Se chover, ah meu bem, se chover,
Até um abraço te dou,
De largar nunca mais e saber
O que é ou não
Amor

domingo, 21 de outubro de 2012

Sobre as casas


Se te prometesse levar até as estrelas
e mais além onde dormem os sonhos
Não acharias lindo nem meigo, senão
suporias que o mundo me enlouqueceu
Daí não dançariamos uma valsa cantada
aos pés de Calisto e seu filho, e teus olhos
Não se iluminariam eles com o brilho
dos meus ao ver nossos pés no céu

Andaria até o próximo virar de tempo

para ver onde acaba o teu olhar e voltaria
Pois não sabes que minha vontade de andar
se estende até onde alcança tua companhia
Mas teus pés cansados e meu vento frio
fazem o caminhar meio cego e sucinto
Enquanto minha mente baila sozinha
esperando uma parceria que jamais vem

domingo, 27 de maio de 2012

Arranca de mim
pura e suave besta
feroz carnificina de medo
quieto furor de vontade
Arranca de mim o silêncio
o atroz sangrar de vazio
todos desejos que fio
tremor de tranquilo enredo
Arranca de mim a verdade
que repousa mórbida sagrada
me dou de refúgio cansada
segregando meu primeiro segredo
Arranca, arranca de mim
de sorriso, fingir e abraço
de esgar e puro cansaço
o que adormece em simpatia
Arranca de mim a agonia
num só triscar de vista
traz tudo que resista
a ser fiel massacrado

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A sica é preta e vermelha, e o azul dos pés dança, passo, passo.
Lágrima sangue se a sorrir levo embora, piso, passo.
De um lado é sombra, do outro é renda, pose, rodopio.
E os toques no chão
os toques macios
do vento que faço
Viro, fim.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sick 'N Done

Come to see me
Come to hold me
I'm on my own now
Can't you see I'm broken?

I want your shoulder to I hit my front
And want your chest to swallow my suffer
All my hope is over
All my pride is stolen

I don't know my enemies
And I can't reach my allies
If I throw up my life
Can you hang my hair?



To both of U

sábado, 14 de janeiro de 2012

Telhados e casas pintadas
Garotas bonitas de vestido
Janelas limpas
Arvores e sucos

Uma dança uma noite
Um sol numa tarde
Um papel de recado
Uma lembrança amena

A lembrança falsa
Não é mais real nem menos
Que todos os coloridos levados
Pelo tempo e pelo sol

Nunca dançaremos juntos
Nunca te cantarei uma valsa
Tudo que veremos
Vai ser muito menos que aquele porta retrato

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Te diverte, Luiza

Te diverte Luiza
te diverte que vai passar
não tapa teu sorriso
nem te acanha em falar
não tem medo em exagerar
nem te poupa demais
Te diverte o quanto sentir
e abraça sem pensar
faz coisas muito bobas
e te deixa parecer linda
sabes que a noite é longa ainda
mas a vida é muito mais

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Pó de asa

Por vezes rezo que a noite caia por cima do sol
Passo o dia nesse anseio
Para voltar pra mim
Como um elástico à exaustão
Preciso pouco mais que um resto de sol pra lembrar
Que existe mais que isso
Com a escuridão do ar
Poder me abrir as portas
E logo depois fechar
Fazer mais uma vez um ninho
Pra um só

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Farta

Toda a carne e todo o sangue
são tão diferentes da pele macia
que eu conhecia
que nunca vi
Toda essa fome essa falta
que mata o que eu não tenho
me mata de saber
que não te tenho
A carne e o sangue
a falta e a morte
ninguém nunca sabe
são meu norte no momento
Desde que eu mate
corte a pele sangre alimente
e veja que enquanto morro
todo o resto se fode porque eu aguento

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Legs

You say
You wanna go
Go far away
Away from here

But I know
If I called you
Come with me
You would say no

Your love calls
Your life requires
I'm in the middle
Cover of lies

I'm your past
Your absent future
Your best wish
I am the last

I'm the missing second
On your memory
The time that
You met me

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ácido Lúdico

 
Na boca cheia de fumaça
flutuam, envoltas,
minhas últimas palavras.
São teu nome e nele digo que sei.
No tédio mortal dos meus dias
segui muitas vezes
o pensamento do nada cinzento.
Tão embora nada tenha mudado,
em fato,
o tempo é findo.
E é sabido que o tempo muda
toda uma perspectiva secular.
E de séculos é formado todo ele,
todo santo segundo
em que detesto tudo
que amo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Espelho

Que irás fazer
Me querendo assim e sem querer
Quando eu quiser alguém
Que não seja você