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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Nic

VERDE SINTO DENTRO
QUANDO FICO VERSO
SENTO FIRMO INTEIRO
POSTO RECOMEÇO


PENSO VENTO CHEIO
SE ADENTRO PEÇO
ACHO FINO MEIO
CURSO ATRAVESSO


SUJO QUANTO ACENO
FALTA PENO IMERSO
MIRO CONTRA PONDO
NADA CONTRAVERSO

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Deuil

Enquanto jardins
floriam
Pessoas eram
mortas
E outras eram
frias
Enquanto amores
nasciam
Pessoas eram
tragadas
E outras eram
Vazias

Ao besourinho amigo

Tonico, em seu casco preto, pequetinho e rotaroto, correu entre pés cegos e, mui veloz e agilidoso, contornou fendas e buracos de pregos.
Mas sua sorte, oh sina de cão!* que sombra lhe apresentou! Em dado momento, duvidou a direção e um sapato o esmagou!
Ele esticou as patinhas, em seus últimos instantes, deu um breve gemido e, já escuro, caiu combalido, dando adeus a seu casquinho errante.
Oh Tonico! Que eras tu então,       
Se não mais um perdido                    
Das almas que neste mundo vão?


(*Pardon cachorros e outros lupinos, é apenas força de expressão)

Dona Zuleide já foi jovem.                                                   E ainda o é.
Dona Zuleide já foi Zuzu.                                                     E ainda o é.
Dona Zuleide já foi filha.                                                      E ainda o é.
Dona Zuleide já foi banguela.                                    E, bom, ainda o é.

Pardon, Leminski

Todo diário falha

um diamesâno
igualha
Em uma brisa verde, em alguma recanto entre os olhos, vi passar uma Borboleta, branca como o infinito, serena e dança como um século-segundo. E ela passou em silêncio.
    E se(u) branco voo silêncio tudo (alu)disse..

16:00

Foi a hora de te deixar. Aquela hora e nenhuma outra.

Há uma falha nisso. O tempo não para por mim.


16:01
Mudei de idéia.