terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Dying seagull phoenix.

  I have never said no when you started saying yes to me. 
  Now I deny you. 
         I deny your share of me, your voice that claim and your lack of reason. 
  I refuse you the future.

  The power of the flesh chases me to the corners of oblivion. 
   Who's the one who must know when the restless silence will bring peace?
I long for smothering you in dust.

  While this breath surronds my neck, until my heart is my own, I shall dry you to death.

   But, I must say, if you succeed to rise up to a meaningfull state of life,

    Only come for me if the certain is I can sail the seafaring happines
of a life with meaning.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015



Na ânsia de saber a vida,
me banho em café e fumo meus dedos,
até ver o beco sem saída
no labirinto eterno de certezas e medos.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Sede vermelha


Um deserto na língua - e as grandes mordidas do que não quero comer - compromete o gosto de cada passo nos sapatos que ainda não usei. 
Alguma coisa dentro da minha camiseta troca de lugar quando já pensava que os outros são só os outros, me dou conta das falhas do tecido. 
Cada botão no escudo já foi aberto, e fechado, e aberto, piscando o cinza tão aparente do que silencia - logo mais acinzentarão também minhas pernas. 
E com pouca força de voo, caem descompassadamente os sons que esqueço de pensar - no espaço entre minhas orelhas desiguais - incapazes de envolverem, se emaranham nos meus tornozelos. 
Por isso precisei daquele chapéu vermelho, e toda sua suculenta cor de desejo. Que ele, corrigindo a mitologia por vezes carente de fé de minha gargantilha, pusesse sobre minhas pupilas o calor da pele que faz o próprio mundo girar.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sarau Dama da Noite

A vida é feita de esquecimentos e desilusões, já diria alguma parte fumante de mim.
Eu olho pro lado e penso, ela me vê viver desregradamente dentro da minha cabeça, e nunca diz nada até que o circo tenha se reduzido à cinzas.
Me coloco uma jaqueta pra enfrentar as cifras da noite, e agradeço a mim pelo abrigo. Recuso a dose de nublificante e penso em responder.
Cada vez tuas pernas tão mais fortes, tem de ser. Vais te esquecer disso, certeza. Mas, até lá, respira, olha pra cima. Tem alguém lá.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Deepland



In the realm of sound 
Through the hallow bricks road 
At night 

We shall reach 
The king tree of heartbeat 
And sigh 

Count to three 
Take a deep breath of the stars 
Do jump 

When everything you hear is extasy the existence and rest cease to be. 
Just the hear. Hear. Heart. Beat. 


*** 


No reino dos sons 
Pela estrada de tijolos sagrados 
À noite 

Devemos alcançar
A batida no coração da árvore rainha 
E inspirar

Conte até três
Tome fôlego nas estrelas 
E pule 

Quando tudo que se ouvir for êxtase a existência e seu resto deixam de ser. 
Só teu peito. Corta. Som. Coração.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Aos ratos com minha esperança.

Que os vermes se fartem com meus desejos, são atrofiados, de pernas curtas. Estejam atentos nas valas, bueiros e covas, todos os comparsas deste holocausto idiossincrático. Perante meu comando, abocanhem tudo que se mover dentro de meu coração, nos saciem. Ao gosto dos rastejantes, sempre haverá desesperados e entortecidos sentidos de gente, magros e famintos, com um terrível sabor de amora. Comam, na calada da noite, todas as prospecções e pretensões de quem jamais lerá o futuro, devorem qualquer essência das que me diluem numa poça amarga de sorriso. Deixem apenas o granito profundo, ordeno, nesta massa disforme de lucidez e eco.

sábado, 4 de abril de 2015

recto revés

Após a prévia morte, a encurvada e espessa dor reclama seu pedaço de alma. A velha e renegada conhecida de longos lutos sorri com seu túmulo lancinante no rosto, e, pela beirada, se vê, a qualquer momento se pode voar em soterramento livre para o fim de todos os começos. Mais um trago, mais um estrago na corrente da existência. Mais um passo desenfreado, descompassado e arrebatador pela fenda escancarada, mascarada de agonia. Exaurido em asfixia, em paralisia desperto, na casca solta de cada sonho caiado ao revés. Em tempo e augúrio de deslumbre e desvanecimento. E por todo caminho, todo trilho e aroma, ruído e vislumbre, por todo canto se estende, corrompe e tatua o silêncio cardíaco do desgosto, suposto chamado futuro.