Ele toma fôlego. Ela o surpreende. Ele se contém para não dizer “eu te amo”, ele não deve fazer isso, sabe que não cairia bem, nem para a garota nem para os dois. Não que ele sinta mesmo isso. Não demora muito ele se recupera e olha para o lado, mas ela já está fechando a calça e assanhando o cabelo.
Ela estava no bar, olhava para as pessoas procurando algo interessante, ela já é conhecida por ali. Ele estava com ela. Ela bebe quase como um pirata, mas isso não altera em nada sua maneira, apenas talvez torne seu sorriso mais atraente. Ele a quer.
Ele a chama e se levanta para alcançá-la antes que saia. Diz agarrando-a:
– Ei, tá indo aonde? Você não quer ficar... mais um pouquinho? – rindo-se, olha para baixo.
Ela olha para baixo, sorri e diz, já indo para trás:
– Sem querer ofender, mas você vai precisar de muito mais do que isso para me fazer ficar.
Ela anda pela noite, o ar frio alfineta seu humor. Ainda não tinha chegado ninguém que a fizesse querer ficar. Mas ela não esperava que chegasse.